Cobiça madeireira desafia quilombolas do Guaporé
GUAJARÁ-MIRIM, Rondônia – Acamado em casa, o patriarca da Comunidade Jesus vê ameaçadas as riquezas naturais da única terra quilombola em Rondônia, no município de Seringueiras, na Amazônia Ocidental. O clamor da família por recursos para tratá-lo é grande, mas não encontra ressonância. Tudo está distante desse lugar situado a 527 quilômetros da capital, Porto Velho.
MONTEZUMA CRUZ
Amazônias
Com câncer de pulmão, seu Jesus de Oliveira, 80 anos, se vê impotente diante da cobiça de madeireiros, os mesmos que já avançaram sobre outras reservas de espécies nobres em reservas indígenas da região central do estado e do Vale do Guaporé.
“Sou do tempo da extração da borracha (látex natural) nas seringueiras. Hoje tô aqui, rezando todo dia pela minha saúde”, ele comenta. Seu Jesus fumou durante muitos anos. Hoje, apesar de serem raras as missas na comunidade, ele abre as portas da capela todo dia para rezar.
Remanescentes
de quilombos do Brasil Colônia viveram mais de um século em completo
anonimato. Ao saírem, nos anos 1940, passaram por quase meio século de
paz e tranqüilidade, mas agora depararam com a iminente presença de
invasores sobre os cinco mil hectares de terras que lhes foram
reconhecidos pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e titulados pelo
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
http://www.mocambos.net/noticias/comunidade-de-jesus-rondonia-e-a-primeira-titulada-no-estado-e-georreferenciada-no-pais?searchterm=comunidade+jesus
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