Cerca de 24 famílias da Comunidade Remanescente de Quilombolas Cafundó ocuparam uma área do município de Sorocaba, interior do estado de São Paulo. Em 2006 foi publicado no Diário Oficial da União, o reconhecimento do território como de posse dos quilombolas e que esta mesma área deveria ser desapropriada pelo governo e devolvida para a comunidade. No entanto, até hoje o processo não foi concluído.
A integrante da Coordenação Estadual de Quilombos de São Paulo, Regina Aparecida Pereira, afirma que nenhuma das três glebas - que formam a área - teve o processo de desapropriação efetivado, não houve investimento e nem políticas públicas voltadas para a comunidade.
Regina também afirma que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) não adotaram medidas para solucionar a questão. De acordo com a coordenadora, o objetivo da ocupação é chamar a atenção da sociedade para que o processo seja agilizado.
"Resolvemos ocupar essa gleba para forçar o Estado a adotar uma posição. Já faz um ano que estamos tentando marcar uma reunião com o Itesp e com o Incra. O Incra diz que não é responsabilidade dele e o Itesp diz que a responsabilidade é do Incra. Só que os dois órgãos nunca sentaram juntos para fazer essa discussão."




