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Cliente negro diz que foi confundido com ladrão e agredido em hipermercado

Grupo faz manifestação em hipermercado onde homem diz ter sido espancado Faixas foram estendidas no estacionamento do Carrefour de Osasco. Empresa diz que 'respeita as manifestações pacíficas e democráticas'.

Um grupo realizou na manhã deste sábado (22) uma manifestação no hipermercado Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo. No local, o técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, teria sido agredido por seguranças que o confundiram com um criminoso. Santana estava dentro de seu EcoSport no estacionamento porque a filha dormia no banco de trás. Segundo relato do cliente, os seguranças acharam que ele pretendia roubar o veículo. O Carrefour afastou a empresa que fazia a segurança e prestava serviços em lojas da rede e também o gerente do hipermercado. Em nota divulgada neste sábado, o Carrefour diz que “respeita as manifestações pacíficas e democráticas, desde que sejam preservados a segurança, integridade e bem-estar de seus clientes e funcionários” 

 

O Carrefour afastou a empresa que fazia a segurança e prestava serviços em lojas da rede de supermercados após denúncia de que um homem negro foi agredido. O agressor seria um funcionário da empresa terceirizada. A vítima alega ter apanhado (em uma sala) de seguranças do supermercado em Osasco, na Grande São Paulo, depois de ter sido confundido com um ladrão. O segurança achou que o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, queria roubar um carro, que era dele.

Por meio de nota, o Carrefour informou que o gerente do supermercado também foi afastado. Assim que o caso veio à tona, o suposto agressor já havia sido demitido. O inquérito foi aberto no 5º Distrito Policial da cidade.

Nos próximos dias, o advogado da vítima, Dojival Vieira, pretende entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.” O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial e espera "o máximo rigor na apuração dos fatos".

Segundo o cliente, enquanto a família fazia compras, na noite do dia 7, ele esperava no carro com a filha de 2 anos. O alarme de uma moto disparou e ele viu dois homens correndo.

 

O dono da moto chegou em seguida. Santana desceu do carro e achou que os bandidos tinham voltado. Um desses homens sacou uma arma e Santana correu. No chão, chegaram a lutar até que um terceiro homem, que se identificou como segurança da loja, retirou a arma e pisou na cabeça de Santana. Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram.

“Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando disse que o carro era meu, batiam mais.” Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. “Eles riam e diziam: ‘Sua cara não nega. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia’.” De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. “Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender”, diz ele.

‘Pelo amor de Deus, o carro é meu’, disse segurança

 

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1275372-5605,00-CARREFOUR+AFASTA+EMPRESA+DE+SEGURANCAS+SUSPEITOS+DE+AGREDIR+CLIENTE.html



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