Morre Abdias do Nascimento, guerreiro do povo negro
Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo. O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes. A família ainda não sabe informar quando será o enterro. Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao internamento no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, filhos e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.
Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo. O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes. A família ainda não sabe informar quando será o enterro. Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao internamento no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, o filho e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.
ABDIAS DO NASCIMENTO
Nascido em Franca, São Paulo, 14 de março de 1914.
Professor Emérito, Universidade do Estado de Nova York, Buffalo
(Professor Titular de 1971 a 1981, fundou a cadeira de Cultura Africana
no Novo Mundo no Centro de Estudos Porto-riquenhos).
Artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo.
Formação acadêmica
Bacharel em Economia, Universidade do Rio de Janeiro, 1938.
Diploma pós-universitário, Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), 1957.
Pós-graduação em Estudos do Mar, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/ Ministério da Marinha, 1967.
Doutor Honoris Causa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 1993.
Doutor Honoris Causa, Universidade Federal da Bahia, 2000.
Atividades e Realizações Principais
1930-1936. Alista-se no Exército, e na capital de São Paulo participa da
Frente Negra Brasileira. Participa das Revoluções de 1930 e 1932, na
qualidade de soldado. Combate a discriminação racial em estabelecimentos
comerciais em São Paulo.
1936. Muda para o Rio de Janeiro com o objetivo de continuar seus estudos de economia, iniciados em São Paulo.
1937. Protestando contra a ditadura do Estado Novo, é preso e condenado
pelo Tribunal de Segurança Nacional e cumpre pena na Penitenciária da
Frei Caneca.
1938. Organiza junto com um grupo de militantes negros em Campinas, SP, o
Congresso Afro-Campineiro, com o objetivo de discutir e organizar
formas de resistência à discriminação racial.
1938. Diploma-se pela Faculdade de Economia da Universidade do Rio de Janeiro.
1940. Integrante da Santa Hermandad Orquídea, grupo de poetas argentinos
e brasileiros, viaja com eles pela América do Sul. Em Lima, Peru, faz
uma série de palestras na Universidad Mayor de San Marcos (Escola de
Economia). Assiste à peça O Imperador Jones, de Eugene O’Neill,
estrelada por um ator branco, Hugo D’Evieri, brochado de preto. A partir
das reflexões provocadas por esse fato, planeja criar o Teatro do Negro
Brasileiro ao retornar a seu país. Na Argentina, onde mora por mais de
um ano, participa de movimentos teatrais com o objetivo de melhor
conceitualizar a idéia do Teatro Negro.
1941. Voltando ao Brasil, é preso na Penitenciária de Carandiru,
condenado à revelia por haver resistido a agressões racistas em 1936.
Funda o Teatro do Sentenciado, organizando um grupo de presos que
escrevem, dirigem e interpretam peças dramáticas.
1943. Saindo da prisão, procura em São Paulo apoio para a criação do
Teatro do Negro. Não encontrando receptividade junto a intelectuais como
o escritor Mário de Andrade, e outros, muda para o Rio de Janeiro.
1944. Funda, com o apoio de um grupo de negros e de setores da
intelectualidade carioca, o Teatro Experimental do Negro (TEN). Na sede
da UNE, realizaram-se os primeiros cursos de alfabetização, treinamento
dramático e cultura geral para os participantes da entidade.
1945. Dirige o TEN na sua estréia no Teatro Municipal com o espetáculo O
Imperador Jones, estrelado pelo genial ator negro Aguinaldo Camargo, em
08 de maio, dia da vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Daí
em diante, até 1968, o TEN teve presença destacada no cenário cultural e
teatral brasileiro.
1945. Com um grupo de militantes, funda o Comitê Democrático Afro-Brasileiro, que luta pela anistia dos presos políticos.
1945-46. Organiza a Convenção Nacional do Negro (a primeira plenária
realizando-se em São Paulo e a segunda no Rio de Janeiro), que propõe à
Assembléia Nacional Constituinte a inclusão de um dispositivo
constitucional definindo a discriminação racial como crime de
lesa-Pátria. A iniciativa, apresentada à Assembléia Nacional
Constituinte pelo Senador Hamilton Nogueira, não é aprovada.
1946. Participa da fundação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Rio de Janeiro.
1948. Funda, junto com Sebastião Rodrigues Alves e outros petebistas, o movimento negro do PTB.
1949. Organiza, com a colaboração do sociólogo Guerreiro Ramos e do
etnólogo Édison Carneiro a Conferência Nacional do Negro, preparatória
do 1º Congresso do Negro Brasileiro.
1949-1951. Funda e dirige o jornal Quilombo, órgão de divulgação do TEN.
1950. Realiza no Rio de Janeiro o 1º Congresso do Negro Brasileiro, evento organizado pelo TEN.
1955. Realiza o Concurso de Artes Plásticas sobre o tema do Cristo
Negro, evento polêmico que mereceu a condenação de setores da Igreja
Católica e o apoio do bispo Dom Hélder Câmara.
1957. Forma-se na primeira turma do Instituto Superior de Estudos
Brasileiros (ISEB). Estréia a peça de sua autoria, Sortilégio: Mistério
Negro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo.
1968. Funda o Museu de Arte Negra, que realiza sua exposição inaugural
no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Encontra-se alvo de
vários Inquéritos Policial-Militares e se vê obrigado a deixar o país.
Convidado pela Fairfield Foundation, inicia uma série de palestras nos
Estados Unidos.
1968-69. Durante um semestre, atua como Conferencista Visitante da Yale
University, School of Dramatic Arts. Inicia sua atuação como artista
plástico, pintando telas que transmitem os valores da cultura religiosa
afro-brasileira e da luta pelos direitos humanos dos povos africanos em
todo o mundo. (Ver lista de exposições abaixo).
1969-70. Convidado pelo Centro para as Humanidades da Wesleyan
University (Middletown, Connecticut), participa durante um ano, com
intelectuais como Norman Mailer, Norman O. Brown, John Cage, Buckminster
Fuller, Leslie Fiedler, e outros, do seminário A Humanidade em Revolta.
1970. É convidado para fundar a cadeira de Culturas Africanas no Novo
Mundo, no Centro de Estudos Portorriquenhos da Universidade do Estado de
Nova York em Buffalo, na qualidade de professor associado, no ano
seguinte titular, e lá permanece até 1981.
1973. Participa da Conferência de Planejamento do 6º Congresso Pan-Africano em Kingston, Jamaica.
1974. Participa do Sexto Congresso Pan-Africano, Dar-es-Salaam, Tanzânia, como único representante da região da América Latina.
1976-77. Convidado pela Universidade de Ife, Ile-Ife, Nigéria, passa um
ano como Professor Visitante no Departamento de Línguas e Literaturas
Africanas.
1976. Participa, a convite do escritor Wole Soyinka, no Seminário
Alternativas para o Mundo Africano, reunião em que funda-se a União de
Escritores Africanos, em Dakar.
1977. Participa na qualidade de observador, perseguido pela delegação
oficial do regime militar brasileiro, do Segundo Festival Mundial de
Artes e Culturas Negras e Africanas, realizado em Lagos. Denuncia, no
respectivo Colóquio, a situação de discriminação racista vivida pelo
negro no Brasil. Na Europa e Estados Unidos, participa da fundação,
desde o exílio, do novo PTB (mais tarde, Partido Democrático Trabalhista
– PDT).
1977. Participa, na qualidade de delegado e presidente de grupo de
trabalho, do Primeiro Congresso de Cultura Negra nas Américas, realizado
em Cáli, Colômbia.
1978. Participa em São Paulo do ato público de fundação e das reuniões
organizativas do Movimento Negro Unificado contra a o Racismo e a
Discriminação Racial. Participa da reunião internacional de exilados
brasileiros O Brasil no Limiar da Década dos Oitenta, em Stockholm,
Suécia.
1979. A convite do Bloco Parlamentar Negro (Congressional Black Caucus)
do Congresso dos Estados Unidos, e do Sindicato de Trabalhadores do
Correio, profere conferência na sede da Câmara dos Deputados em
Washington, D.C.
1980. Participa, na qualidade de delegado especial, do Segundo Congresso
de Cultura Negra das Américas, realizado no Panamá, e é eleito pelo
plenário Coordenador Geral do Terceiro Congresso. No Brasil, lança o
livro O Quilombismo e ajuda a fundar o Memorial Zumbi, organização
nacional voltada à recuperação, em benefício da comunidade
afro-brasileira e do mundo africano, das terras da República dos
Palmares, na Serra da Barriga, Alagoas.
1981. Funda o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
(IPEAFRO) na PUC-SP. Integra a executiva nacional do PDT e funda a
Secretaria do Movimento Negro do PDT, no Rio de Janeiro e a nível
nacional. Participa da coordenação internacional do projeto Kindred
Spirits, exposição itinerante de artes afro-americanas.
1982. Organiza e é eleito para presidir o Terceiro Congresso de Cultura
Negra das Américas, realizado nas dependências da PUC-SP com
representantes de todo o mundo africano exceto o Pacífico.
1983. Assume a cadeira de Deputado Federal, eleito suplente pelo PDT-RJ.
É o primeiro deputado afro-brasileiro a exercer o mandato defendendo os
direitos humanos e civis do povo afro-brasileiro. A convite da ONU,
participa do Simpósio Regional da América Latina em Apoio à Luta do Povo
da Namíbia pela sua Independência, em San José, Costa Rica. Visita a
antiga sede da UNIA de Marcus Garvey em Limón. Viaja também a Nicarágua,
participando de sessões da Assemblea Nacional e conhecendo as
populações de origem africana em Bluefields, litoral oriental do país.
Em Washington, D.C., participa do seminário Dimensões Internacionais: a
Realidade de um Mundo Interdependente, a convite do Bloco Parlamentar
Negro (Black Congressional Caucus), na sede do Congresso Nacional dos
Estados Unidos.
1984. Cria, junto com um grupo de intelectuais e militantes negros, a
Fundação Afro-Brasileira de Arte, Educação e Cultura (FUNAFRO),
integrando o IPEAFRO, o Teatro Experimental do Negro, a revista
Afrodiaspora, e o Museu de Arte Negra.
1985. A convite da ONU, participa da Simpósio Mundial em apoio à Luta do
Povo da Namíbia pela sua Independência, em Nova York. Participa,
novamente, de reunião internacional patrocinada pelo Bloco Parlamentar
Negro dos Estados Unidos: a Conferência Internacional sobre a Situação
dos Povos do Terceiro Mundo, na sede do Congresso norteamericano em
Washington, D.C. Integrando comitiva oficial brasileira, visita Israel a
convite do respectivo governo.
1987. Participa, na qualidade de delegado de honra,da Conferência
Internacional sobre a Negritude e as Culturas Afro nas Américas, Florida
International University, Miami. Integra o Conselho de Contribuintes do
Município do Rio de Janeiro.
1987-88. Integra o Comitê Dirigente Internacional, Festival Pan-Africano
de Artes e Cultura, Dakar, Senegal. Participa da direção internacional
do Memorial Gorée, organização dedicada ao projeto de construção de um
memorial aos africanos escravizados na ilha senegalesa que serviu como
entreposto do comércio escravista. Integra a direção internacional do
Instituto dos Povos Negros, organização internacional promovida com o
apoio da UNESCO pelo governo de Burkina Faso e de outros países
africanos e caribenhos.
1988. Profere a conferência inaugural da Série Anual de Conferências
Internacionais W. E. B. DuBois em Accra, República de Gana, promovida
pelo Centro de Estudos Pan-Africanos W. E. B. DuBois, e visita o país a
convite do governo. Participa da Comissão Nacional para o Centenário da
Abolição da Escravatura. Realiza exposição individual intitulada Orixás:
os Deuses Vivos da África, na sede do Ministério da Educação e Cultura,
o Palácio Gustavo Capanema.
1989. Na qualidade de consultor da UNESCO para assuntos culturais, passa
um mês em Angola. É eleito Presidente do Memorial Zumbi e atua no
Conselho de Curadores da Fundação Cultural Palmares, Ministério da
Cultura. É nomeado Conselheiro representante do Município no Conselho de
Contribuintes do Município do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de
Fazenda.
1990. A convite da SWAPO (movimento de libertação nacional transformado
em partido político eleito ao primeiro governo da nação), participa da
cerimônia de independência da Namíbia e posse do Governo Sam Nujoma, em
Windhoek.
1990-91. Durante um ano atua como Professor Visitante, Departamento de
Estudos Africano-Americanos, Temple University, Philadelphia. Acompanha
Darcy Ribeiro e Doutel de Andrade na chapa do PDT para o Senado, sendo
eleito suplente de senador.
1991. Assume a pasta de Secretário de Estado para a Defesa e Promoção
das Populações Afro-Brasileiras (SEAFRO) no Governo do Rio de Janeiro. A
convite do Congresso Nacional Africano (ANC) da África do Sul,
participa de sua 48a Conferência Nacional presidido por Nelson Mandela,
em Durban. É nomeado membro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de
Janeiro.
1991-92. Assume a cadeira no Senado. Integra a comitiva presidencial em
visita a Angola, Moçambique, Zimbabwe, e Namíbia. Participa no Primeiro
Congresso Internacional sobre Direitos Humanos no Mundo Africano,
patrocinado pela organização não-governamental AFRIC e realizado em
Toronto, Canadá.
1993-94. Retoma a Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras.
1995. Participa das atividades do Tricentenário de Zumbi dos Palmares,
em vários estados e municípios do Brasil e nos Estados Unidos. Lança o
livro Orixás: os Deuses Vivos da África, com reproduções de suas
pinturas, texto sobre cultura e experiência afro-brasileiras, e textos
críticos de diversos autores (africanos, norteamericanos, caribenhos, e
brasileiros) sobre a sua obra de artes plásticas. É Patrono do Congresso
Continental dos Povos Negros das Américas, realizado no Parlamento
Latinoamericano em São Paulo, em comemoração ao Tricentenário da
Imortalidade de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro de 1995.
1996. Recebe da Câmara Municipal de São Paulo o título de Cidadão Paulistano.
1997. Assume em caráter definitivo o mandato de senador da República.
Recebe o prêmio de Menção Honrosa de Direitos Humanos outorgado pela
Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP. Realiza exposição de pintura no
Salão Negro do Congresso Nacional.
1998. Participa com um comentário ao Artigo 4º da Declaração de Direitos
Humanos por ocasião do cincoentenário desse documento da ONU em 1998,
incluído em volume organizado e publicado pelo Conselho Federal da OAB.
Outros artigos foram comentados por personalidades como o rabino Henry
Sobel, Adolfo Pérez Esquivel, Evandro Lins e Silva, Dalmo de Abreu
Dallari, João Luiz Duboc Pinaud, e outros. Realiza exposição de pintura
(28 telas) na Galeria Debret em Paris.
1999. Assume, como titular fundador, a Secretaria de Direitos Humanos e
Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro. É homenageado pela
Câmara Municipal de Salvador entre cinco personalidades do mundo
africano: Malcolm X, Abdias Nascimento, Martin Luther King, Patrice
Lumumba, Samora Machel.
2000. Extinta a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, preside
provisoriamente o Conselho de Direitos Humanos e volta a dedicar-se às
atividades de escritor e pintor. Recebe o título de Doutor Honoris Causa
da Universidade Federal da Bahia.
2001. É agraciado pelo Schomburg Center for Research in Black Culture,
centro de referência mundial que integra o sistema de bibliotecas
públicas do município de Nova York, com o Prêmio Herança Africana
comemorativo dos 75 anos da fundação daquela instituição. A comissão de
seleção dos premiados foi constituída pelo ex-prefeito de Nova York,
David N. Dinkins, a poetisa Maya Angelou, o cantor Harry Belafonte, o
ator Bill Cosby, a diretora da editora Présence Africaine Mme. Yandé
Christian Diop, o professor Henry Louis Gates da Harvard University, a
coreógrafa Judith Jamison, o cineasta Spike Lee e o reitor da
Universidade das Antilhas Rex Nettleford. As outras cinco personalidades
homenageadas com o prêmio em cerimônia realizada na sede da ONU foram o
intelectual senegalês e ex-diretor da UNESCO M. Amadou Mahktar M’Bow, a
coreógrafa e antropóloga Katherine Dunham, a ativista dos direitos
civis e fundadora da Organização das Mulheres Negras dos Estados Unidos
Dorothy Height, o fotógrafo Gordon Parks, e músico e fotógrafo Billy
Taylor.
Convidado pela Fórum Nacional de Entidades Negras, faz o discurso de
abertura da 2ª Plenária de Entidades Negras Rumo à 3ª Conferência
Mundial Contra o Racismo, Rio de Janeiro, 11 de maio de 2001.
É agraciado com o Prêmio Cidadania 2001, da Comunidade Bah’ai do Brasil, conferido em Salvador em junho.
Inaugura-se em julho o Núcleo de Referência Abdias Nascimento, contra o
Racismo e o Anti-Semitismo, e seu Serviço Disque-Racismo, iniciativas da
Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, Prefeitura Municipal de Campos
dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.
Profere discurso de abertura do 1º Encontro Nacional de Parlamentares Negros, Salvador, Bahia, 26 de julho de 2001.
Convidado pela Coalizão de ONGs da África do Sul (SANGOCO), profere
palestra na mesa Fontes, Causas e Formas Contemporâneas de Racismo,
Fórum das ONGs, 3ª Conferência Mundial Contra o Racismo, Durban, África
do Sul, 28 de agosto de 2001.
É agraciado com a Ordem do Rio Branco, no grau de Oficial, Brasília, outubro de 2001.
É agraciado com o Prêmio UNESCO, categoria Direitos Humanos e Cultura de Paz, outubro de 2001.
2002. Lança os livros O Brasil na Mira do Pan-Africanismo (CEAO/ EdUFBA) e O Quilombismo, 2ª ed. (Fundação Cultural Palmares).
É convidado pelo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia a ser o palestrante
da segunda de suas novas Conferências Populares, continuando essa
tradição centenária no seu 130o aniversário.
Participa das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra em Porto Alegre, 20 de novembro.
É homenageado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho
Federal de Psicologia, na sua 4ª Conferência Nacional realizada em
Brasília em 11 de dezembro, como personalidade destacada na história dos
direitos humanos no Brasil.
Exposição Abdias do Nascimento: Vida e Arte de um Guerreiro, Centro
Cultural José Bonifácio, Rio de Janeiro, inaugurada em dezembro.
2003. Discursa, na qualidade de convidado especial, na inauguração da
Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
Brasília, 21 de março.
É homenageado pela Fala Preta! Organização de Mulheres Negras de São
Paulo, como personalidade destacada na defesa dos direitos humanos dos
afrodescendentes brasileiros, 22 de abril.
Publica em maio edição em fac-símile do jornal Quilombo (São Paulo: Editora 34).
Recebe o Diploma da Camélia, Campanha Ação Afirmativa/ Atitude Positiva,
CEAP e Coalizão de ONGs pela Ação Afirmativa para Afrodescendentes, Rio
de Janeiro, 17 de novembro.
Recebe o Prêmio Comemorativo das Nações Unidas por Serviços Relevantes em Direitos Humanos, Rio de Janeiro, 26 de novembro.
2004. No Seminário Internacional Políticas de Promoção Racial, recebe o
Prêmio de Reconhecimento da Secretária Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Brasília, 21 de março de 2004.
Recebe homenagem da Presidência da República aos 90 anos “do maior
expoente brasileiro na luta intransigente pelos direitos dos negros no
combate à discriminação, ao preconceito e ao racismo”. Brasília, 21 de
março de 2004.
Recebe prêmio de Reconhecimento 10 Years of Freedom – South Africa 1994-2004, do Governo da África do Sul, abril de 2004.
Profere palestra “Memorial de Luta”, no Seminário O Negro na República
Brasileira: Pautas de Pesquisa, promovido pelo Núcleo Interdisciplinar
de Reflexão e Memória Afro-Descendente da PUC-Rio, maio de 2004.
Participa do VII Congresso da BRASA, Associação de Estudos Brasileiros,
na qualidade de homenageado no Painel sobre a sua vida e obra, realizado
em sessão plenária do dia 10 de junho de 2004, na PUC-Rio.
Participa do Fórum Cultural Mundial, realizado em São Paulo em julho de
2004, como homenageado no painel Abdias Nascimento, um Brasileiro no
Mundo, organizado pela SEPPIR, em que é lançado oficialmente o seu nome
para o prêmio Nobel da Paz, ampliando a repercussão da indicação feita
pelo Instituto de Advocacia Ambiental e Racial – IARA.




