Preta Gil fala da problemática da Mulher Negra para a REDE
Quando se fala em construção se lembra logo da Mãe África: foi ela que nos construiu. A Mãe África como resgate de nossas raízes. Daí que nós fomos pros quilombos, para procurar resistência, pra manter viva as nossas raízes, a Mãe África.
Preta Gil chegou hoje ao meio-dia de Teresina/Piauí, representando o Movimento Hip Hop Organizado de Teresina, o MHHOB-Piauí:
O Centro de Referência da Cultura Hip Hop, foi formado pelo Coletivo QI - Questão Ideológica, a partir da Associação Piauiense de Hip Hop e Juventude Periférica. Desenvolve várias atividades: oficinas, de grafite, serigrafia, dança de rua, artesanato em madeira, tranças afros, dança de rua, oficina de DJ, teatro do oprimido, informática (telecentro), pré-vestibular para negras e negros, com 60 jovens, aula de reforço para as crianças, metareciclagem (manutenção de computadores). Aula de identidade e cultura negra, História da África, GLBTTT (Conversa sobre o movimento de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transsexuais, Transgênero e Travestis), orientação sexual etc. As mulheres do movimento Hip Hop se organizam pra construir uma nova re-educação contra o machismo, fazendo com que os homens estejam abertos a essa forma de construção. Mesmo que o movimento Hip Hop seja ainda muito machista. "Nós acreditamos na mundança".
"Levanto a bandeira para ver discutida a questão da Mulher Negra dentro da Rede. Nós mulheres somos a maior populacão do mundo e a mais oprimida, venho com a proposta de que a rede venha discutir a realidade da mulher negra e seus valores. Nós, mulheres negras ,somos as mais discriminadas, as mais atacadas, estamos sempre nas cozinhas das brancas e sem estímulo, de vida. Isso tem que mudar"
Neste encontro vamos construir, juntas e juntos, propostas para a Rede Mocambos. Os Mocambolas e as mocambolas como iguais em direito!
Vamos conversar sobre como a Rede pode ajudar essa mudança, discutindo as dificuldades para a construção desta igualdade.




