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Quilombolas ocupam a sede do Incra, em Belo Horizonte

Representantes quilombolas do estado de Minas Gerais ocuparam a sede do Incra, em Belo Horizonte 04/12/2009 A Superintendência Regional do Incra em Belo Horizonte foi ocupada na manhã desta quinta-feira (3) por integrantes de comunidades quilombolas. De acordo com Paulo Roberto Faccion, assessor da Comissão Pastoral da Terra no Norte de Minas, que apoia as comunidades, cerca de 300 pessoas reivindicam agilidade no processo de demarcação e titulação dos territórios étnicos quilombolas no estado.

 Quilombolas ocupam a sede do Incra, em Belo Horizonte

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Segundo Faccion, é a primeira vez que ocorre esse tipo de ocupação em Minas. "Representantes de 18 comunidades estão no prédio do órgão para denunciar o descaso dos governos federal e estadual com os quilombolas".

O assessor da CPT garantiu que os manifestantes só deixarão o local após uma reunião com o superintendente regional do Incra, Gilson de Sousa. O Incra informou que Sousa está em Brasília e antecipou o retorno à capital para o início da noite para atender as comunidades.

Ainda de acordo com o Incra, para que sejam publicadas as portarias reconhecendo o território das comunidades que já possuem o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), o órgão precisa concluir a notificação dos ocupantes e confinantes dos territórios reivindicados, procedimento, o que já está em andamento.

Cerca de 150 integrantes das comunidades quilombolas estão no prédio desde o início da manhã. Eles reivindicam a publicação de portarias reconhecendo o território das comunidades que já possuem o relatório técnico de identificação e delimitação concluído pelo Incra. Além disso, eles pedem agilidade nos processos de regularização.

No auditório do instituto, os integrantes tocaram e fizeram danças típicas. A manifestação é pacífica. Durante todo o dia vários setores do Incra não funcionaram.

De acordo com a assessoria do Incra, o superintendente do instituto, Gilson de Souza, deve se reunir logo mais com os manifestantes para tentar resolver a situação.
 



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Fonte: Jornal O Tempo e Rede Globo

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