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Relato da plenária Odomode (13 de maio)

Relato da plenária Odomode (13 de maio) Viva a cultura Odomode! Em defesa do território negro, quilombola e popular.

Relato da plenária Odomode (13 de maio)

plenária realizada pela Frente de Luta Quilombola, Negra e Popular no Dia Nacional de Luta Contra o Racismo em Defesa do Território Afrosul Odomode, no dia 13 de maio.

Relato da plenária Odomode (13 de maio)
Viva a cultura Odomode!
Em defesa do território negro, quilombola e popular

A plenária realizada pela Frente de Luta Quilombola, Negra e Popular no Dia Nacional de Luta Contra o Racismo em Defesa do Território Afrosul Odomode, no dia 13 de maio, foi um sucesso. Contou com a participação de quase duas centenas de pessoas e definiu uma agenda de lutas. O objetivo é fortalecer a mobilização específica pela manutenção do Odomode naquele espaço, mas também a defesa das principais reivindicações colocadas pela Comunidade Quilombola, Negra e Popular à nível nacional.

A agenda inicia hoje, dia 16 de maio com participação na Temática da Cultura do Orçamento Participativo, às 19 horas, no auditório Dante Barone, na Assembléia Legislativa.

Segue no dia26 de maio com participação na reunião dos Comitês Populares da Copa, que ocorre às 19 horas, no Sindicato dos Municipários, no Largo Zumbi dos Palmares.

Na reunião dos Comitês, aprovar a realização de Ato Público para ser realizado no dia 31 de maio, às 16 horas, em frente ao prédio da Prefeitura de Porto Alegre.

Fortalecer a mobilização nacional dos Quilombos, Negros e Populares para a realização de Marcha à Brasília em junho – Contra o Racismo Institucional, o genocídio da Juventude Negra e contra a ADI 3239, impetrada pelo DEM no Superior Tribunal Federal que pretende liquidar com as possibilidades de reconhecimento e titulação dos territórios quilombolas.

Paralelamente articular audiência publica a ser realizada de forma combinada com parlamentares da Câmara e Assembléia Legislativa mas no espaço territorial do Afro-Sul Odomode.

Em defesa da cultura e do território Odomode

O Afro-Sul Odomode um Ponto de Cultura e desenvolve projetos sociais com crianças, além de ser uma referência da cultura afro-gaúcha.

A prefeitura usa a necessidade de realizar obras para a Copa para ameaçar o Odomode de remoção a construção de condomínios para famílias que estão sendo despejadas de outros lugares da cidade.

A cerca de dois anos a prefeitura insinua querer mudar o Odomode de local. Mas não formaliza o assunto. Toma medidas: analisar solo, diz para participantes de projeto social que o Odomode desenvolve que sairão de lá. Trata o assunto como se a comunidade fosse invisível.

O Afro-Sul Odomode é espaço da cultura negra e popular há muitas décadas, sendo continuidade de outras formas importantes de organização da cultura no Rio Grande do Sul, sem ser resultado de valores inventados.

Onde está, na Ipiranga, 3850, realiza serviço de atendimento de menores abandonados ao longo do braço do Arroio Dilúvio e necessitados no município. Muito antes deste trabalho se chamar terceiro setor e existir empresas e políticos usando a miséria para fazer populismo e assistencialismo.

Muitos artistas iniciaram seus passos ali e muitos, artistas ou não, frequentam aquela Casa de e para a alegria com segurança e amizade. Agora a luta do Odomode, como de outras comunidades da cultura e da moradia dos pobres, dos negros e negras de Porto Alegre, é para garantir o respeito à sua existência no local onde fincaram raízes, construíram relações sociais, emocionais e imateriais.

O argumento dos governantes para ocupar espaços territoriais valiosos é a realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014. O resultado desta ação é a ameaça constante de despejo de comunidades pobres e entrega da terra publica ou ocupada por moradias quase sempre para as grandes empreiteiras.

Nada justifica que a população pobre mais uma vez seja a vítima da realização de um evento que enriquece alguns e não resolve os problemas fundamentais dos cidadãos que aqui moram. Porque a modernização não passa pelas reivindicações destas comunidades de serem urbanizadas onde moram, há muitos anos?

Não são sérias as propostas para resolver os problemas da saúde, da educação, do transporte, da segurança, da moradia, do equilíbrio ambiental e agora, da cultura do município ou do estado. Nenhuma reivindicação popular – dos jovens, dos moradores, da cidadania – no respeito aos Quilombos, a Cultura Negra, a Sexualidade, a Segurança, a mobilidade com as ciclovias, o equilíbrio ambiental -, é respeitada ou existe projeto sendo executado de forma séria.

O que temos assistido para a realização da Copa de Futebol é o agravamento das relações trabalhistas, com aumento dos casos constatados de semi-escravidão, exploração intensiva da mão de obra, suspensão de legislação que oferece algum tipo de controle ou fiscalização, facilitação comercial e financeira e já existindo inúmeras denúncias de irregularidades. Tudo em nome de um desenvolvimento econômico que sustenta uma visão social “moderna” baseada na violência, desrespeito, individualismo, populismo, consumismo.

A cultura dos grupos sociais legítimos da formação social brasileira e sul-rio-grandense serve apenas se for mercadoria para o projeto de sociedade e cidade dos ricos para os ricos neoliberais.

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