Produção no FSM
Rede Mocambos Reunião realizada nos dias 30 e 31/01/2009
Produção no FSM
Rede Mocambos
Reunião realizada nos dias 30 e 31/01/2009 - Durante o Fórum Social Mundial de Belém
Momento de Apresentações:
Banto-SP-Casa de Cultura Tainã/Rede Mocambos/ Ministério das Comunicações
Domingas-ES-Coordenação Nacional de Articuladores Quilombolas- CONAQ
Luzinete-ES-Comunidade Quilombola São Domingos
Francinete-MA-Movimento dos Atingidos Pela Base Espacial de Alcântara-MABE
Adalmir-PE-Associação Quilombola de Conceição das Crioulas
Gilsão-PI-Rede Mocambos
Denize-
Gilmara-BA
Emanuel-PA
Maria das Graças-PA
Iêda Barbosa-BA
Maria Malcher-PA
Jaqueline-PA
Milson-MA-Casa de terreiro Zumbi dos Palmares
Jasilvan-PA
Eduardo-MA-Rede Mocambos/GESAC-Ministério das Comunicações
José Maria-PA
Dom Perna-SP/PA-Rede Mocambos
Gil-PI-Rede Mocambos
Laura-PI-Rede Mocambos
WG-PI-Rede Mocambos
Kátia-ES-Coordenação estadual de Quilombolas do Espírito Santo
Guiné-MA/PA-Rede Mocambos
Sergio-MA-Instituo Agutimé
Benedito-MA-Instituto Agutimé
Após as apresentações Banto, faz uma breve explanação sobre a REDE MOCAMBOS e a casa de Cultura Tainã. Com melhorias na infra-estrutura da casa e o acumulo de materiais que poderiam servir para outras instituições ou até mesmo as próprias comunidades a Casa de Cultura juntamente com seus colaboradores resolve criar uma rede de troca desses equipamentos, sentindo assim a necessidade de não realizar somente as trocas de equipamentos e sim de se discutir outras políticas, além da exclusão digital a inclusão social das comunidades quilombolas, indígenas, urbanas, rurais, associações comunitárias etc. Trabalhar com esses grupos a identidade cultural o desenvolvimento local, apropriação da tecnologia e a identidade cultural desses povos. É necessário levar informações sobre a saúde, educação etc.
A rede mocambos ao longo desse período busca através de parcerias ampliar a divulgação do seus trabalhos e a melhoria do atendimento das comunidades que fazem parte da rede, buscando sempre integrar outras comunidades e outros grupos que tenham dificuldades em acessar as políticas públicas estabelecidas pelo governo. A idéia da rede é que comunidades quilombolas possam utilizar da internet como uma ferramenta que venha somar com os seus conhecimentos tradicionais e melhorar a sua comunicação com o mundo. O objetivo da reunião será discutir idéias da criação de núcleos, para que possamos ampliar o grupo de discussão da rede e assim melhorar nos trabalhos pretendidos, serão realizadas rodadas de conversas para o amadurecimento dessa discussão. É necessária a discussão sobre o projeto político pedagógico da Rede e não limitar a Rede em distribuidora de centros de inclusão digital. Foram abertos 65 novos pontos, como se trabalha a distribuição desses pontos usando realmente como uma ferramenta útil para essas comunidades, em São Paulo na região do Vale do Ribeira o trabalho esta bem articulado em parcerias com as comunidades quilombolas. O primeiro encontro da Rede foi realizado no mês de julho/2008 em Campinas-SP, estamos agora pensando já no segundo e como será encaminhada a discussão com os núcleos que serão criados para ampliar a troca de experiências e que as pessoas disponibilize a colaborar.
EMANUEL-(Gurupá-PA) “A minha comunidade recebeu da Fundação Banco do Brasil 8 computadores e até então já formamos 90 jovens em informática básica e a idéia é ampliar esse trabalho e envolver mais pessoas.
BANTO- Quem são os parceiros? É importante a busca dos equipamentos, mas também é importante que trabalhar outras demandas utilizando o que se tem de formação e informação, a elaboração de projetos que venha desenvolver a comunidade e aprender como fazer esse projeto, então capacitar essa pessoal e esse pessoal já esta disponível dentro da rede para trabalhar outros grupos...
WG(PI)- “O que foi falado, acho que já ficou bem definido o que é a rede e qual o objetivo, agora poderíamos ir para os encaminhamentos ou levantamentos da demandas que irão surgindo daqui pra frente do debate que vai surgindo no decorrer da conversa. Alguém do PA- Coloca a importância de esta se discutindo a formação social “devemos formar as comunidades, pode ser uma proposta”.
Guiné (MA/PA)- “A questão da construção no coletivo, temos que tomar o projeto como nosso construir no coletivo, será um espaço de discussão onde estamos falando de uma ferramenta que estará garantindo não só a comunicação, mas também a viabilidades de outras políticas para nosso povo, a melhoria no atendimento (assessoria jurídica), produtividades enfim...”.
Serjão (MA)- É interessante que o jovem seja trabalhado como um multiplicador do projeto, é o que não acontece com a maioria dos projetos, os projetos são implementados e a dificuldade maior é dar continuidade, ou seja, inserir esse jovem e a dar continuidade no que ele aprendeu.
Eduardo (MA)- (PROPOSTA)- Aproveitar o momento e ver a estrutura mínima da rede, ou seja, as condições reais, discutir o projeto de formação, direcionar essa discussão para o próprio quilombola e também discutir o segundo encontro da rede mocambos.
Adalmir (PE)- “Desenvolvemos algumas atividades na AQCC, onde poderemos estar contribuindo e ampliando esse trabalho, lá na comunidade um grupo de jovem foi capacitado e trabalha com a produção e execução de vídeos, elaboração de sites, já trabalhamos nas comunidades, então como participar de forma mais ativa nas atividades da rede e poder contribuir e ajudar outras comunidades?”. Na coordenação estadual de quilombos foi criado um departamento de educação e trabalhou um material sobre história do negro na escola e transformou em uma cartilha e esta disponível no nosso site.
Banto- Então são essas e outras informações que devem esta sendo disponibilizada, porque quando for utilizada por um maior numero de pessoas negras melhor, há na rede uma lista de discussão onde poderemos estar colocando essas informações e divulgando os trabalhos e atividades desenvolvidas pelas comunidades. A preocupação do TC (Antonio Carlos) é que na maioria das vezes o jovem absorve bem mais rápido os avanços da tecnologia do que um Griô, mas há casos que com a chegada dessa tecnologia ele passe a desconsiderar todo o conhecimento Griô e assim se cria situações de conflitos internos por conseqüência da nova ferramenta.
Com a formação da plataforma de comunicação, que tem como objetivo ampliar a rede e estreitar as parcerias por via dessa comunicação, o respeito e o aproveitamento do saber das pessoas mais velhas, a utilização da ferramenta que só terá uma importância se vier para reafirmar nossa ancestralidade.
José (PA)- Existe muitas comunidades que estão organizadas em associações e outras não, que precisam ser trabalhadas a questão da identidades, onde muitas delas o sincretismo religioso esta muito forte.
WG (PI)- No inicio foi feito um levantamento de demandas (a formação social e política) que foi um ponto que quase todos citaram e o preconceito religioso, só lembrando que o preconceito religioso e racial em geral nasce por que foi imposta e existiam interesses políticos, e a formação se dará também a partir de denuncias, é interessante que se defina dentro da rede a capacitação política de comunidades por outras comunidades e não ter medo de falar, então é importante que as comunidades indiquem pessoas para serem seus representes que não tenham medo de falar e tenha compromisso.
Francinete (MA)- Trabalhar a inclusão digital e a formação social e política dessas comunidades é muito importante, agora o que devemos fazer é centrar em alguns lugares estratégicos onde o trabalho da rede venha ter uma visibilidade e consistência, e a partir das experiências já existentes trabalhar as trocas de experiências entre os grupos, a reafirmação da identidade se dar a partir do momento que as pessoas se sintam realmente parte da sociedade em que vive, através da utilização de ferramentas, como a informática, então o objetivo é mostrar que a intenet não é só um local onde se bate-papo com alguém, mais um espaço para se obter formação e informação.
Biné (MA)-“é importante que o jovem seja trabalhado nas comunidades quilombolas, por que o que se ver hoje é a era digital chegando, como em outros estados já se ver a televisão digital e nas nossas comunidades em algumas não tem nem energia imagina internet. Então é bom que os jovens possam ter intenet, todo mundo tem por que quilombola, índio não pode ter também”.
Puraquê(PA)- na região do Pará, as comunidades quilombolas na sua maioria são ligadas a igreja, e a intolerância religiosa é muito grande, outro ponto muito forte é a falta de alfabetização, ainda existem muitas comunidades que o numero de analfabetismo é grande, é necessário que se trabalhe a inclusão social juntamente com a inclusão social e cultural que esta se perdendo por conta dessas questões, em puraquê já não se ver mais os griôs.
Banto – “Bom diante de todas as falas vou esta colocando os pontos que foram listados para que possamos no decorrer da reunião amadurecer um por um de acordo com suas necessidades, então vamos ter que marcar outras reunião ainda nesse fórum para definir algumas coisas:
1*- Sustentabilidade
-Parcerias – seja para acessar as políticas públicas, seja para criar políticas públicas (casos a pensar), colocar limites em algumas parcerias no caso de empresas privadas, a parceria com outros movimentos, universidades etc.
2*-Auto gestão dos projetos
- podemos ter recursos próprios e financiar as nossas próprias atividades
3*- Montar equipe
-acessória jurídica(urbana e rural)
-áreas técnicas (agrícolas, elaboração de projetos, captação de recursos)
-contribuição para a gestão das organizações
-Educador social e digital
-Ritos de passagens
-Centro de formação, universidades...
-sistematizar as demandas mais urgentes das comunidades
-Priorizar a montagem dos laboratórios e os núcleos de formações
-Capacitação dos articuladores da rede mocambos
-Multiplicação dos implementadores
-trabalhar a religiosidade, economia solidaria
-Saberes griôs- alimentação, fortalecimento do conhecimento do griôs
-Intercambio- realização dos encontros regionais.
4*-RECURSOS OPERACIONAIS
-Como fazer para adquirir maquinas e equipamentos
-Inclusão digital (saber utilizar as ferramentas básica da informática
-inclusão social (Documentar manifestações culturais etc.)




